As estrelas brilham mais na Praia do Abraãozinho. Será que é por que elas pensam que são pessoas?
A gata da pousada lambe seus cinco filhotes,
O cachorro pensa que é o pai...
E os lambe também.
Levei minha filha para comer Kebab, no francês.
Numa topada,
Tiro o tampo da sola do pé
Me esvaio em sonhos;
Me esvaio em sonhos;
Os bichos notívagos me seguem,
Farejando o sangue que espalho.
Caminho até o mar,
Choro, varada de estrelas.
Choro por todas as estrelas que não brilharam em mim,
Meu corpo se dissolve agora em lágrimas, sangue e estrelas.
Choro por todas as estrelas que não brilharam em mim,
Meu corpo se dissolve agora em lágrimas, sangue e estrelas.
Tenho mais lágrimas do que a praia em que me banho nua.
Vestida com meus cabelos, sal e sangue,
Flutuo sob os cacos das pedras
Enquanto durmo e sonho
Com anjos tocando trombeta para me acordar.
Minha amiga amamenta sua menina,
Tal a gata Miau sustenta os filhos.
Com tetas grandes, de deusa.
A pousadeira se ajoelha e me deposita um cobertor,
Nos ombros que ainda soluçam
De saudade das estrelas que não me pertenceram,
dor de amor.
De saudade das estrelas que não me pertenceram,
dor de amor.
Lava o meu pé,
Pinga na ferida gotas de própolis,
Que ela mesma prepara.
E o corte se fecha por milagre.
Deus abençoe aqueles que sofrem e
Dos humildes faça-se o reino dos céus.
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