O profeta me disse:
Ideal é viver sem ansiar o prazer,
Mesmo que se o queira,
Como desejas ter sabedoria de mágico.
Coisa boa é deixar andar a vida,
Calmamente,
Fazendo aquilo que se quer,
Sem o querer demais.
Viver é equilibrar-se, de salto alto, no meio do asfalto fumegante.
Quisera transformar serpentes douradas,
Em pombas brancas.
E sementes secas de abóboras em manjares
Para alimentar todos os convidados na festa de meu aniversário.
Então, com os olhos arregalados de viajante faminta, pergunto ao profeta:
É isto mesmo? Eu entendi direito?
Viver é deixar passar?
Deixar de decidir?
Evitar a ansiedade a todo custo?
Evitar o prazer real?
Por medo,
Medo de querer
E se envolver,
E ansiar?
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